Os benéficos do azeite extra-virgem

Os efeitos benéficos do azeite extra-virgem são decantados a quatro cantos. Ele é rico em gorduras mono insaturadas, que aumentam o chamado bom colesterol. Ou seja, é gordura boa e saudável. Também é rico em anti-oxidantes e na antiguidade era usado no tratamento de feridas, por ajudar a cicatrizá-las. Ah, e ainda é rico em vitaminas E e K.
Diz-se que ele tem efeito positivo sobre úlceras e gastrites e, segundo pesquisadores espanhóis, ajudaria a evitar o câncer de intestino.
A recomendação é mantê-lo abrigado da luz e calor, para evitar sua oxidação, que altera as propriedades do óleo. Também vale checar a data de fabricação, já que, ao contrário do vinho, o azeite envelhecido não melhora. Não só perde aroma, mas também fica rançoso.
Em Israel, o azeite é usado para promover a paz. O Peace Oil é produzido em Monte Carmleo por judeus, palestinos, beduínos e drusos, com a intenção de promover a paz.
Aqui na redação, só a menção da palavra azeite já gerou debate entre os gourmets. “Eu prefiro o espanhol”, “O italiano é um pouco ácido”, “O português não é lá essas coisas”.
Eu mantenho o paladar aberto e compro, normalmente, o que estiver em oferta. Mas nas andanças pela “Zona do Mediterrâneo”, sempre que posso, tento comprar um azeite local, fresquinho.
Na Provença, anos atrás, trouxemos para casa oito litros de azeite! Cinco comprados em um mercado de rua, em um galão de plástico, por um preço baratex. E os outros três adquiridos depois de uma verdadeira caça ao tesouro, quando vimos um cartaz na rua de um vilarejo com uma seta apontando para o “azeite premiado”. Ao chegar no moinho, o dono nos fez provar uma colher do azeite. E era bom, mesmo assim, puro, na colher, descendo goela abaixo.
Durante um ano, foi a farra do azeite.
Recentemente, de passagem pela Andaluzia, comprei mais uma garrafinha, produzida localmente, de cor turva (o que significa que não é filtrado e ainda tem os resíduos de azeitona que, alguns argumentam, tornam o azeite melhor, já que contêm a maior parte dos anti-oxidantes e vitaminas).
O gosto é maravilhoso, frutado, doce, suave, porém marcante. Sobre um minestrone é uma festa, e sobre uma bruschetta também. Já sinto medo do dia em que a garrafinha vai acabar.
Na Itália, me lembro de um amigo comentar que, quando saiu de casa para ir para a universidade, levou sua garrafa de azeite, bem como seu queijo parmesão. E você, também se preocupa tanto assim com o azeite? Ou tem uma comida que você faz questão de levar para onde for?


Autora: Babeth Bettencourt

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